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Cinco operações são realizadas hoje contra crimes na saúde

Polícia Federal sede Misto Brasília

Sede da Polícia Federal no Distrito Federal/Arquivo

A Polícia Federal realiza pelo menos cinco operações nesta quarta-feira contra a frauda na compra de equipamentos necessários a salvar vidas na pandemia do Covid-19. Além do Pará, onde o governador Helder Barbalho é investigado, ordens judiciais estão sendo cumpridas em diversos estados. No Pará, R$ 750 mil estavam enrolados em jornal e escondidos dentro de uma caixa térmica na casa do secretário adjunto de gestão da Saúde.

No âmbito da Operação Assepsia, dois mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão foram executadas nos municípios de Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Santo André (SP) e São Bernardo do Campo (SP). O objetivo da ação é combater fraudes na aquisição de máscaras e álcool em gel pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco. Seis pessoas foram intimadas para prestar esclarecimentos.

Operação Dúctil tem como alvo o governo do estado de Rondônia. As suspeitas são de eventuais fraudes em dispensas de licitação, tais como apresentação de atestado de capacidade técnica falso por empresas e a possível atuação em conluio entre empresas e agentes públicos.

Em três estados, estão sendo executados 15 mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária. Os mandados estão sendo cumpridos na capital Porto Velho e nos municípios de Rolim de Moura (RO), São Miguel do Guaporé (RO), e também em Manaus (AM), São Bernardo do Campo (SP), Tabapuã (SP), São Caetano do Sul (SP) e Santo André (SP).

A Operação Covideiros, que investiga fraudes relativas ao auxílio emergencial, mira grupo criminoso tem clonado cartões de beneficiários em casas lotéricas do Ceará e utilizado esses dados para sacar o valor em São Paulo.

As equipes cumprem, ao todo, oito mandados de busca e apreensão, sendo cinco em São Paulo e três nos municípios cearenses de Morrinho, Quixeré e Russas. Também são cumpridos dois mandados de prisão temporária, todos em São Paulo.

No Amazonas, os policiais civis cumprem 14 mandados de busca e apreensão para recolher provas que ajudem na investigação sobre supostas irregularidades na compra de respiradores pelo governo do estado.

Entre os locais investigados, estão a sede da Secretaria Estadual de Saúde (Susam) e endereços residenciais e comerciais de pessoas envolvidas na denúncia, como ex-secretários estaduais, servidores públicos e empresários cujos nomes não foram divulgados.

A Operação Apneia é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e tem apoio da Polícia Civil do Amazonas. Segundo o MP-AM, investigações indicam que, ao deixar de realizar licitação pública para escolha da empresa que forneceria os respiradores ao estado, a Susam agiu de forma a beneficiar uma empresa. O Ministério Público diz ainda que encontrou indícios de que os aparelhos foram adquiridos por preços superfaturados.

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