A pedido da Promotoria da Justiça Militar do Ministério Público, o corregedor-geral da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Hélbert Borges Martins, deverá investigar os motivos pelos quais a corporação deixou de atuar no ataque de fogos de artifício ao prédio do Supremo Tribunal Federal. O ataque aconteceu no sábado (13) à noite e, no domingo (14), o comandante em exercício, coronel Luiz Ferreira de Souza, foi exonerado do cargo pelo governador Ibaneis Rocha (PMDB).
A PM mantinha guarnições no local, mas não fez nada para impedir a ação de bolsonaristas radicais. Em nota divulgada na segunda-feira, a Associação dos Oficiais da PM admitiu que houve erros, mas que o fato não poderia ser creditado exclusivamente à instituição. Há suspeitas de que os policiais militares tenham feito “corpo mole” no policiamento. Antes disso, no dia 4 de junho, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa denunciou oficiais por supostamente insuflar a tropa contra manifestantes antifascistas.
A Promotoria Militar pediu que a Corregedoria abra um inquérito policial militar (IPM) para apurar crime de prevaricação na atuarão no acampamento dos 300, instalado na Esplanada dos Ministérios. A Polícia Militar teria tido informações de que manifestantes prepararam armamentos, com outros tipos de munições, para investidas contra órgãos públicos, conforme afirmou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, nesta terça-feira (16).
