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Polêmica em torno do calendário da volta às aulas presenciais

Sala de aula DF Misto Brasília

Milhares de salas de aulas ficaram vazias na pandemia e muitos estudantes desistiram das escolas/Arquivo

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Com a decisão do governador Ibaneis Rocha de reabrir todo o Distrito Federal, também está previsto o retorno dos estudantes de escolas públicas e privadas as aulas presenciais. Segundo o GDF, as escolas particulares retornam dia 27 de julho e as públicas dia 3 de agosto.

Antes do retorno presencial, as escolas precisam definir uma série de medidas de prevenção como, instalação de tapetes higiênicos, disponibilizar álcool em gel e manter a distância entre professores e alunos.

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Esta decisão divide opiniões. Na semana passada, o Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe-DF) enviou ao GDF uma proposta para o retorno das aulas presenciais no dia 20, antes mesmo do dia 27 de julho, como proposto pelo governo distrital. Alega que é possível retornar tomando todas as medida necessárias para a prevenção da Covid-19. Segundo o presidente do Sinepe, Álvaro Domingues, as escolas particulares estão “totalmente habilitadas” a curprir as decisões do governo.

A Associação de Pais e Alunos não concorda com este retorno em meio a pandemia. O presidente da associação, Alexandre Velloso, diz não entender a volta tão repentina, mesmo sem a comprovação de que o pico da doença já tenha passado no DF. Velloso alegou a necessidade de criar uma comissão de representantes da comunidade escolar e da saúde para debater esta questão e avaliar uma data mais provável para o retorno.

O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) também se posicionou em nota. Afirmou que as estruturas das escolas públicas são precárias e trazer estudantes e professores e professoras para o ambiente, sem corrigir os problemas, é colocar pessoas na fila da morte.

Em nota, o GDF se posicionou afirmando que está pronto para abrir todas as atividades econômicas e escolares, que o isolamento social está saturado e com responsabilidade e planejamento é possível voltar com segurança atendendo a todos. Além disso, Ibanes relatou que o DF vai ter 800 leitos de UTI, assim não irá faltar atendimento para casos de Covid, nem para outras doenças, mesmo com o retorno das atividades e escolas.

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