Brasil teve superávit comercial de US$ 8,1 bilhões em julho, maior para todos os meses da série histórica do Ministério da Economia iniciada em 1989, mais uma vez beneficiado por um forte tombo nas importações em meio à crise com o coronavírus.
O dado, divulgado nesta segunda-feira, veio exatamente em linha com projeção de um superávit de US$ 8,10 bilhões, segundo pesquisa Reuters com analistas. De um lado, as importações caíram 35,2% em julho sobre um ano antes, a US$ 11,5 bilhões, com redução observada tanto em volumes quanto em preços. Pelo critério da média diária, houve diminuição de 62,7% nas compras de produtos da indústria extrativa, de 33,6% em itens da indústria de transformação e de 6,5% nas produtos da agropecuária.
O dólar disparou nesta segunda-feira (3), mas não apenas ante o real. Hoje, os câmbios globais enfrentam um movimento de flight to quality diante do aumento nas incertezas do ambiente macroeconômico. O dólar comercial fechou em alta de 1,83% a R$ 5,3122 na compra e a R$ 5,3142 na venda. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a subir mais de 2%, chegando a R$ 5,3311. Já o contrato futuro do dólar para setembro avança 2,07% a R$ 5,337 no after-market.
Ricardo Kazan, gestor da Novus Capital, aponta que não são claros os motivos que levam o câmbio a se comportar de maneira tão díspar da Bolsa, que hoje registra leves ganhos. No entanto, ele destaca que o real não está descolado das outras moedas. “México e Brasil estão andando juntos”, segundo publicou o Infomoney.
