Um estudo brasileiro aponta que não há benefício comprovado do uso do antibiótico azitromicina no tratamento de pacientes graves diagnosticados com covid-19. Os resultados foram publicados nesta sexta-feira (05) na revista científica The Lancet.
O trabalho é fruto de uma parceria entre pesquisadores de oito instituições brasileiras, que formam a chamada Coalizão Covid-19 Brasil: Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet).
A azitromicina, substância usada para combater infecções bacterianas, tem sido amplamente utilizada durante o tratamento da doença causada pelo novo coronavírus. Atualmente, é o segundo medicamento mais usado no mundo para tratamento de pacientes com Covid-19 em estado grave.
“O nosso estudo mostra que a azitromicina para pacientes graves, que precisam de oxigênio e estão entubados, não deve ser rotineiramente prescrita, porque não traz nenhum benefício. O remédio só deve ser usado se, juntamente com a Covid-19, o paciente for diagnosticado com uma pneumonia bacteriana, o que eventualmente pode acontecer”, afirmou ao jornal O Globo o cardiologista e pesquisador Renato Lopes, diretor do Brazilian Clinical Research Institute (BCRI). (Da DW)
