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Duas operações apuram desvios de milhões de reais na saúde

Governador do Pará Helder Barbalho

Helder Barbalho está sendo investigado em nova operação que investiga desvios na saúde/Arquivo/Agência Senado

Duas grandes operações ocorrem neste momento em cidades do Pará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná, com implicações até dentro do governo paraense de Helder Barbalho (MDB). Estão sendo investigados desvios de milhares de reais na área da saúde.

A ação acontece no estado de São Paulo com o nome Raio-X e nos demais estados é chamada de Operação S.O.S. Em São Paulo, são cumpridos cerca de 260 mandados de busca e apreensão e 57 mandados de prisão temporária. Seis pessoas foram presas, segundo o portal R7, e encaminhadas ao Palácio da Polícia Civil, no centro da capital. Além de computadores, celulares e outros objetos que também foram apreendidos.

A Operação Raio-X faz parte de uma investigação do município de Araçatuba, da Seccional de Piracicaba, no interior de São Paulo, e busca investigar desvios na área da Saúde Pública e outros crimes relacionados à corrupção.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Civil e o Ministério Público realizam a operação Raio-X, com o objetivo de prender envolvidos em desvio de dinheiro destinado à Saúde. A ação é coordenada pelo Deinter 10 (Araçatuba), através da Divisão Especializada de Investigações Criminais.

A Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e a Polícia Civil de São Paulo, realizam a operação S.O.S. A ação visa desarticular organização criminosa dedicada a desvios de recursos públicos destinados à contratação de Organizações Sociais para gestão de hospitais públicos do Pará, entre eles os hospitais de campanha montados para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

A investigação começou em agosto de 2019 e vai até maio, com 12 contratos celebrados entre o governo do estado do Pará e Organizações Sociais ligadas ao grupo investigado, totalizando o valor de R$ 1,28 bilhão.

Os investigados são empresários, o operador financeiro do grupo, integrantes da cúpula do governo do Pará, além do próprio governador. Os crimes investigados são fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas previstas superiores a 60 anos de reclusão.

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