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Maioria das denúncias de fraude nas eleições veio do WhatsApp

Urna eletr6onica

As urnas eletrônicas passam por um processo de inspeção/Arquivo/Sepé

Os três principais temas recebidos pelo Ministério Público Federal (MPF) como denúncias de fraudes eleitorais nas campanhas municipais de 2020 foram, nesta ordem, as que se referem a empresas que vendem serviço de disparo em massa pelo Whatsapp, as que apontam pesquisas eleitorais falsas ou irregulares — por exemplo, sem os devidos registros na Justiça Eleitoral — e disseminação de fake news sobre a segurança das urnas eletrônicas.

As representações foram recebidas pelo MPF graças a uma parceria pioneira firmada com a organização não governamental SaferNet Brasil, entidade que promove e defende os direitos humanos na internet. De 18 de outubro até a última sexta-feira, dia 13, chegaram 190 denúncias do tipo.

Em nota enviada à DW, o MPF afirmou que a maior parte delas, 59, foram feitas em São Paulo. Em seguida, com 58 denúncias, aparece o estado do Paraná. No Rio foram 16 representações. Na Bahia, 14 e, em Minas, nove registros.

“Vale ressaltar que o número de denúncias não significa abertura de inquérito (…) em todos os casos. Os dados são remetidos aos promotores do Ministério Público [dos respectivos estados], que devem avaliar individualmente os casos e a possibilidade de atuação“, diz o MPF, em nota. “As informações reportadas (…) vão subsidiar a atuação dos membros do Ministério Público Eleitoral na fiscalização do pleito municipal e no combate à desinformação”.

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