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Festas do final do ano podem aumentar novos casos de Covid-19

Ônibus elétrico DF Misto Brasil

Novas linhas de ônibus com veículos novos ajudam na qualidade e na mobilidade/Arquivo

Quando uma jovem de Curitiba foi a um recente churrasco de família, ela não poderia imaginar que contaminaria 18 familiares com a Covid-19, dos quais três acabariam por morrer devido à doença. A origem da infecção foi uma festa marcada pela internet, ignorando as recomendações de distanciamento social, como várias espalhadas pelo país que têm contribuído para uma aceleração recente dos casos de coronavírus após um período de queda.

Mesmo que na maioria dos casos jovens não desenvolvam quadros graves de Covid-19, muitos têm levado o vírus para lares onde moram idosos e pessoas com comorbidades, provocando uma alta na ocupação dos leitos hospitalares, segundo especialistas.cA aproximação com as celebrações do final de ano tem aumentando as preocupações com um avanço ainda maior da doença.

“Essa chegada do final do ano e maior movimentação das pessoas vai acabar disseminando ainda mais o vírus e provocando surtos e um aumento da doença nos hospitais”, disse o pesquisador Diogo Xavier, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “A preocupação é muito grande. O poder público precisa agir. A gente ainda tem a oportunidade de tomar as medidas adequadas e evitar esse surto, do contrário a gente vai ter um colapso do sistema de saúde”, acrescentou, lembrando que várias cidades desmontaram os hospitais de campanha usados para receber pacientes de Covid-19 na primeira etapa da pandemia.

Segundo dados do Google, o transporte público e os locais de trabalho no país estão com frequência de pessoas inclusive maior do que antes das quarentenas impostas devido à pandemia, enquanto a mobilidade em lugares como restaurantes, cafés e shopping centers está bem maior do que no início da crise, informou a Reuters.

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