O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) já investiu mais de R$ 136 milhões para enfrentar a pandemia na capital do País. Foi o que declarou o presidente da entidade, Paulo Ricardo Silva, ao prestar contas ontem (07) à Comissão Especial Covid-19 do Congresso Nacional ontem. O grupo foi criado pela bancada distrital no Congresso Nacional em julho deste ano para acompanhar e fiscalizar as despesas feitas pelo governo do DF.
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Segundo balanço parcial, o valor foi desembolsado pelo Iges até outubro deste ano para criar leitos exclusivos para covid-19 e contratar profissionais de saúde temporários para atender a população no Hospital de Base, no Hospital Regional de Santa Maria e nas seis unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF. O montante também foi investido na compra de equipamentos de proteção individual (EPIs), medicamentos e aparelhos médicos, entre outros insumos hospitalares, informou a assessoria do Iges.
Segundo o presidente, como o custeio com as ações não era previsto, o Iges está recebendo verbas indenizatórias da Secretaria de Saúde (SES). A primeira parcela, de R$ 101 milhões, foi paga no fim de outubro, e as demais estão sendo quitadas gradativamente. Com isso, foi possível regularizar diversos débitos com os fornecedores.
Na sessão que também ouviu o coordenador-geral de Controle Externo de Políticas Públicas da Secretaria-Geral de Controle Externo do TCU, Junnius Marques Arifa. Os parlamentares condenaram o desvio de recursos no pagamento do auxílio emergencial. Para o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), “quando o TCU chega para apurar e descobre tudo, já não tem mais jeito”.
“O dinheiro já foi, não tem como recuperar, já passou o tempo. Eu sempre defendi uma fiscalização concomitante à execução. Não podemos mais liberar grandes recursos para determinados projetos e só deixar para verificar depois. Liberamos muito, e percebemos agora que o TCU tem uma série de críticas à execução“.
