O Brasil iniciou o quarto trimestre com aumento no número de desempregados diante da maior procura por emprego, mas ao mesmo tempo apresentou no período alta na população ocupada, indicando recomposição do mercado de trabalho. Entre agosto e outubro a taxa de desemprego foi a 14,3%, segundo os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado ficou bem acima da taxa de 13,8% vista no trimestre imediatamente anterior, de maio a julho, mas cedeu ante os 14,6% vistos no trimestre até setembro, máxima da série histórica da Pnad Contínua iniciada em 2012. A expectativa em pesquisa da Reuters era de que a taxa chegasse a 14,7% no trimestre até outubro.
O desemprego vem permanecendo em níveis extremamente altos no Brasil como consequência das medidas de contenção ao coronavírus, sendo o mercado de trabalho normalmente o último a se recuperar de crises. No período, o Brasil tinha 14,061 milhões de desempregados, um aumento de 7,1% sobre os três meses imediatamente anteriores e de 13,7% ante o mesmo período de 2019.
