O Distrito Federal voltou a registrar números surpreendentes na pandemia do novo coronavírus nesta terça-feira (16). O boletim divulgado nesta noite indica que a capital federal registrou 31 mortes, nem todas nas últimas 24 horas, mas nove desses óbitos ocorreram na faixa etária de 30 a 60 anos – abaixo da idade que normalmente ocorriam as mortes. O número representa um crescimento de 6% desde o início da semana.
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Com os dados das últimas 24 horas, o número de vítimas fatais passou para 5.176 – 14 das quais nas últimas 48 horas. Entre ontem e hoje, foram anotados 1.428 novos casos confirmados, totalizando desde março do ano passado 320.364. A taxa de transmissão não se alterou nos últimos dois dias, ficando em 1,12, ou seja, a cada 100 doentes, outras 112 pessoas também são infectadas. Ceilândia continua sendo a região administrativa com maior número de casos e mortes pela doença viral.
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No Brasil, a situação grave da pandemia também não difere do Distrito Federal. Quando o ministro Eduardo Pazuello assimiu o Ministério da Saúde, em 16 de maio, o país acumulava 233 mil casos e 15.633 mortes associadas à covid-19. Na segunda-feira (15), quando o substituto do general foi anunciado, o número de casos passava de 11,5 milhões, e o de mortes se aproximava de 280 mil, com o país ocupando o segundo lugar entre as nações com mais óbitos na pandemia.
Na última semana, o país começou a registrar marcas diárias de mortes superiores a 2 mil. A expansão da testagem há muito tempo foi deixada de lado. Recomendações de distanciamento social despareceram das propagandas do ministério. Nas últimas 24 horas, foram registradas 2841 mortes associadas pela Covid.
