O Instituto Butantan desenvolveu uma candidata a vacina contra a Covid-19 e deve pedir nesta sexta-feira (26) autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar ensaios clínicos do novo imunizante em humanos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo, que revelou que a nova vacina foi batizada de “Butanvac”.
O diretor do Butantan, Dimas Covas, disse ao jornal que os testes devem ser concluídos até o fim de 2021 e o instituto prevê disponibilizar 40 milhões de doses prontas da nova vacina antes da virada do ano, informou a DW. Veja notícias atualizadas da Butanvac
A iniciativa ocorre no âmbito de um consórcio internacional liderado pelo Butantan e que conta com participação do Vietnã e Tailândia. Se tudo ocorrer como previsto, o Butantan será responsável por produzir até 85% das doses do novo imunizante.
O Butantan é o maior produtor de vacinas do Brasil e é responsável pelo envasamento local da Coronavac, imunizante de origem chinesa que é principal vacina contra Covid-19 usada no Brasil no momento. O envasamento, que é a última etapa de produção da vacina, é feito a partir de matéria-prima importada da China.
A Coronavac foi alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro ao longo do ano passado, antes de o governo federal capitular e finalmente aceitar comprar a vacina. O instituto afirma que o desenvolvimento da Butanvac não altera o cronograma de vacinação da Coronavac.
Segundo a Folha, a Butanvac já passou por testes pré-clínicos, realizados em animais, para detectar possíveis efeitos positivos ou adversos. Caso a Anvisa conceda o aval, a nova vacina passará então pelas fases 1 e 2 de testes, nas quais são verificadas a segurança e capacidade de resposta imune. Na fase 3, com uma gama mais ampla de participantes, será verificado o nível de eficácia do imunizante. A fase 1 já teve início na Tailândia.
