A pandemia de Covid-19 matou, pelo menos, 2.839.051 pessoas em todo o mundo desde que foi identificada a doença no final de dezembro de 2019, segundo um levantamento diário realizado pela agência de notícias Associated France-Presse (AFP). Já foram diagnosticados mais de 130.168.360 casos de infeção desde o início da epidemia, revelam os números internacionais apurados até às 10h deste sábado.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) expressou preocupação com a pandemia na Europa, onde o número de casos está em franco crescimento e a vacinação é ainda demasiado lenta tendo em conta também as novas variantes. A taxa de letalidade da Hungria (média móvel a duas semanas) é, aponta a Universidade Johns Hopkins, a mais alta do mundo.
Pelo menos 27 países europeus estão em confinamento (total ou parcial), e destes, 21 países têm uma forma de recolher obrigatório noturno. Nas últimas duas semanas, 23 países anunciaram novas restrições para combater o vírus, em sentido contrário, outros 13 países, anunciaram medidas de desconfinamento.
A razão pelo grande crescimento de infecções é apontada em muitos casos à maior presença da variante primeiro identificada no Reino Unido, que é mais transmissível e em vários países, incluindo Alemanha, Áustria ou Portugal, será responsável por cerca de 70% dos novos casos.
Na Alemanha, que está atualmente com uma média de novas infecções diárias de 17 mil, a chanceler Angela Merkel evocou a possibilidade de, sem novas medidas, este número de novas infecções chegar a uma grandeza de 100 mil por dia.
Os italianos começaram este sábado um confinamento geral de três dias para evitar que o número de casos dispare durante a Páscoa. Todas as regiões estão abrangidas pelo nível de restrições mais elevado até dia 5, mas vão depois manter-se nesse nível, ou num patamar intermediário, até ao fim do mês.
A Espanha vai manter até pelo menos até 16 de abril os controles na fronteira com Portugal por causa da situação epidemiológica em ambos os países, segundo uma decisão publicada este sábado no boletim oficial do Estado espanhol. A fronteira com Espanha está fechada desde 31 de janeiro e só podem passar nos pontos autorizados os transportes internacionais de mercadorias, trabalhadores transfronteiriços e sazonais documentados, veículos de emergência e socorro e serviço de urgência.
Portugal registou mais sete mortes e 280 novos casos. No total, desde o início da pandemia, o país soma 823.142 casos confirmados e 16.875 vítimas mortais. Os dados, referentes à totalidade do dia de sexta-feira, foram divulgados este sábado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).
A África do Sul registou 66 mortos associadas à Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando agora 113.208 vítimas mortais desde o início da pandemia e 4,2 milhões de infetados, mais 4.414, segundo os dados oficiais.
O Quênia ordenou a suspensão imediata das importações privadas de vacinas contra a Covid-19, invocando o receio de que isso possa levar à entrada no país de vacinas sem eficiência.
O Líbano decretou um confinamento estrito entre este sábado e terça-feira para evitar a propagação do novo coronavírus durante o período da Pascoa. As exceções a este dever geral de confinamento estão apenas previstas para casos de emergência em que seja solicitada, online, uma autorização especial ou para trabalhadores de setores e serviços considerados essenciais como farmácias, supermercados, pescas ou agricultura.
A Rússia reportou 9.021 novos casos neste sábado, bem como 384 mortes com complicações associadas à doença, de acordo com o jornal Guardian. Desde que começou a pandemia, o país acumula 4,5 milhões de casos e cerca de 100 mil mortes. Um número que é contrariado pelo serviço russo de estatísticas Rosstat, citado pelo jornal britânico, e que aponta para mais de 225 mil mortes.
Um ano depois, o teatro, os espetáculos musicais e o desporto voltam a ser possíveis na maioria do território da Califórnia, nos Estados Unidos. A maioria dos 58 condados terá permissão para aliviar as restrições. O risco mais elevado de contágio pelo coronavírus só se verifica neste momento em três condados.
Os Estados Unidos registaram 895 mortes nas últimas 24 horas, além de 67.304 novos casos, de acordo com a contagem independente da Universidade norte-americana John Hopkins. Desde o início da pandemia, o país acumulou 553.979 óbitos e mais de 30 milhões (30.602.678) de casos da doença.
O centro russo responsável pela criação da vacina Sputnik V lamentou hoje que o presidente da Argentina, Alberto Fernández, vacinado com este medicamento, tenha dado positivo para a covid-19 e desejou-lhe uma recuperação rápida. O Presidente argentino, que completou 62 anos na passada sexta-feira, tinha sido vacinado contra a Covid-19, e confirmou que deu positivo num teste de antigénio e aguarda o resultado do teste de PCR.
O número de casos ativos da Covid-19 em Timor-Leste baixou este sábado pela primeira vez em várias semanas, com as autoridades a reportarem mais casos recuperados de que novas infeções. Em comunicado, o Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC) explica que nas últimas 24 horas foram registados 36 novos casos positivos em Díli e um no município de Covalima, com o número de recuperados a ser de 51.
A Índia contabilizou 89.129 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, o pior registo desde setembro de 2020, quando o país viveu o pico de infeções, anunciaram as autoridades indianas. O número de casos tem vindo a aumentar desde fevereiro, aproximando-se agora do pico da primeira vaga, registado em 16 de setembro de 2020, quando foram diagnosticados 97.894 casos num só dia.
A Comissão de Saúde da China diagnosticou 26 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, incluindo sete por contágio local na província de Yunnan, que faz fronteira com Myanmar, onde foi detectado um novo surto, na terça-feira. Elevam-se assim para 23 os contágios locais naquela província, num surto que levou as autoridades chinesas a decretarem o confinamento da cidade de Ruili e a começar na sexta-feira um programa de vacinação da população, de 300 mil pessoas, que esperam concluir em cinco dias.
O Uruguai registou um novo recorde de casos desde o início da pandemia, com 3.380 infeções nas últimas 24 horas, elevando o total para 111.568 casos confirmados, anunciaram as autoridades. De acordo com o relatório diário do Sistema Nacional de Emergência, nas últimas 24 horas o país contabilizou ainda 32 mortes provocadas pelo novo coronavírus, fazendo subir para 1.041 o total de óbitos.
As autoridades venezuelanas anunciaram 14 mortes provocadas por Covid-19 nas últimas 24 horas, o pior registro diário desde o início da pandemia no país, que atravessa uma nova vaga, com a chegada da variante brasileira do vírus. O número de óbitos das últimas 24 horas supera o dos dois dias anteriores, quando se registaram 13 mortes. (Com o Observador, Agência Lusa e Público)
