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Mercado potencial do vinho em lata de R$ 360 milhões

vinho lata

vinho em lata é uma tendência em crescimento por conta da praticidade/Decanter

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Em mercados como o americano ou o brasileiro, abrir uma lata de vinho é um gesto habitual, sobretudo entre o público mais jovem, ou no consumo ao ar livre. A inovação ainda causa estranheza a muitos, mas há cada vez mais marcas a apostar neste segmento de produto que vale, segundo dados de 2019, mais de US$ 70 milhões (cerca de R$ 360 milhões) em todo o mundo. Os dados são da consultora Grande View Research, que antecipa um “crescimento significativo” nos próximos anos.

E a Decanter, a revista britânica considerada por muitos a ‘bíblia dos vinhos‘, publicou em março um trabalho comparativo sobre o vinho em lata, procurando ajudar a desmistificar alguns preconceitos. A revista publica, ainda, as notas de prova a 16 vinhos em lata à venda no mercado britânico, com pontuações que vão dos 82 aos 94 pontos (em 100 possíveis). Não há ainda marcas portugueses neste ranking, mas nos EUA já está consolidado e as empresas brasileiras de bebidas buscam entrar em ação.

São pelo menos quatro marcas nacionais e uma estrangeira produzindo a bebida enlatada, e ainda uma vinícola portuguesa que começou a trazer ao Brasil um vinho em garrafa long neck com abridor embutido.

“Uma vantagem do vinho enlatado é um resfriamento mais rápido. Isso torna as latas uma boa escolha para piqueniques, shows no parque e bebidas à beira da piscina, onde o vidro é provavelmente proibido ‘, disse Eduardo Dinglar em um artigo do Decanter.com em 2018.

Escrevendo na revista Decanter em 2019, Howard disse: ‘Outra grande vantagem das latas é uma pegada de carbono reduzida – o alumínio tem taxas de reciclagem muito mais altas do que o vidro, e o efeito do carbono no transporte de contêineres mais leves é significativo’.

Segundo a plataforma Pró-Vinho, os brasileiros consomem uma média de 1,93 litros de vinho ao ano per capita, um volume ainda muito abaixo da média de países como a Argentina (19,5), Chile (16,9) e Estados Unidos (10).

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