Os gastos com educação no Brasil cresceram 50%, em comparação com a média registrada no começo do ano passado. Os meses de maio e junho de 2020 registraram a maior queda em relação às despesas na categoria. Já no mês de outubro de 2020, os gastos saltaram e não pararam de crescer mês após mês. No mês de fevereiro de 2021 os brasileiros gastaram mais do que em todos os outros períodos com educação.
O levantamento foi feito pela startup de gestão de finanças pessoais Mobilis, que analisou dados de 133 mil usuários entre os meses de janeiro de 2020 e fevereiro de 2021.
Para o especialista em educação e sócio-diretor da startup Evolucional, Vinícius Freaza, a retomada do investimento que as famílias fizeram em educação aconteceu porque as instituições de ensino se adequaram melhor à tecnologia. “Escolas, por exemplo, passaram a investir em novas ferramentas e até aperfeiçoaram seus métodos pedagógicos. Algumas delas adotaram também plataformas de avaliação online para os alunos”, comenta.
A Mobills constatou que 24,4% das transações com educação estão associadas a um cartão de crédito. Para o CEO da startup, Carlos Terceiro, “as renegociações de valores e os descontos oferecidos pelas instituições de ensino derrubaram o ticket médio do que cada perfil analisado gastou. Aqueles que seguiram custeando cursos e escolas, em parte, gastaram menos porque, possivelmente, negociaram melhores preços”.
