A profissão de sommelier poderá também contemplar cerveja e a cachaça como serviço especializado. Atualmente, a atividade profissional reconhecida pela lei 12.467/2021 envolve somente o vinho. A proposta que amplia a regulamentação tramita na Câmara dos Deputados. A categoria é representada pela Associação Brasileira de Sommeliers, que tem 13 seccionais, incluindo a do Distrito Federal, fundada em setembro do ano passado.
O autor da proposta, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), comentou que identificou uma “grande omissão” na lei, “uma vez que ela se restringiu ao setor vinícola, deixando à margem o setor cervejeiro, que se encontra em plena expansão”. O sommelier é o profissional responsável por apresentar as bebidas especiais e suas combinações aos clientes, além de fazer provas de sabores na indústria para definição da qualidade, antes da impressão de rótulos e a sua comercialização.
A Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) estima que mais de dez mil pessoas já participaram de cursos de formação profissional de sommelier de cerveja. Ele cita ainda dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, segundo os quais, entre 2008 e 2018, o número de cervejarias artesanais subiu de 70 para quase 900, alcançando um faturamento da ordem de R$ 2,4 bilhões.
Já o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), estima que o mundo consome anualmente cerca de US$ 1 bilhão em bebidas destiladas de cana-de-açúcar, como a cachaça, mas apenas US$ 15 milhões desse total correspondem à bebida brasileira, cuja história está ligada à chegada dos portugueses, no século XVI, ao território que é hoje o do Brasil.
