O secretário da Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto, afirmou esta tarde que não vai faltar lugar para guardar novas vacinas da Pfizer que devem chegar em maio. A previsão de entrega é do Ministério da Saúde e foi comentada pelo secretario há pouco durante entrevista coletiva à Imprensa no Palácio do Buriti sobre a pandemia na capital dos brasileiros.
“A D2 está assegurada”, completou o secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha. “Estados que utilizaram a D2 como D1, estão com faltas de vacinas”, completa.
A declaração do governador Ibaneis Rocha (MDB) nesta tarde é também nesta direção. “A secretaria (Saúde) fez a reserva das doses para garantir a imunização completa dos públicos já atendidos com a D1. No DF, para estas pessoas, não faltará a D2. Sofremos muita pressão para mudar este posicionamento, mas a firmeza da decisão nos garantiu hoje maior tranquilidade”, afirmou Ibaneis.
Ibaneis disse que o DF “não cometeu o erro” de outros estados que estão com falta de estoque para a segunda imunização. “Aqui no DF nós não cometemos esse erro”.
Na coletiva que ainda ocorre, Gustavo Rocha, afirmou que a “a pandemia rejuvenesceu. Estamos com um aumento de internação de pessoas abaixo de 50 anos. O DF registrou um aumento de 62,5% na faixa etária de 15 a 29 anos”. Adiante, comentou que “a meta é zerar a lista de espera por leito de UTI e baixar a lista de ocupação de UTI Covid, com os hospitais de campanha”.
De acordo com o secretário da Casa Civil, “todos os índices estão em queda no DF, a exemplo do índice de transmissão que está em 0,83, o que mostra que as medidas restritivas tiveram resultado. “Casos ativos também estão em queda significativa. Na fase aguda, o DF registrou 16 mil casos ativos e hoje estamos com 9.392”.
No Senado Federal, no início da tarde, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o governo não reduziu suas metas iniciais, apenas retirou do cronograma vacinas que ainda não foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como a indiana Covaxin. O representante do Executivo participou na manhã desta segunda-feira (26) de uma audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19.
O secretário-executivo do ministério, Rodrigo Otávio Moreira da Cruz, explicou que o número de 77 milhões de grupo prioritário vacinado só vai ser obtido em setembro porque há vacina que exige intervalo de três meses entre as doses. Logo, a primeira dose será administrada em todos até a primeira quinzena de junho, para, três meses depois, o ciclo ficar completo.
