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Servidores do Detran-DF são presos em operação policial

Detran DF novas viaturas

Operação policial apura hoje fraudes em contratos sob a responsabilidade de servidores do Detran/Arquivo

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal é alvo nesta manhã da Operação Recall, realizada em conjunto pelo Ministério Público e Polícia Civil. O objetivo é investigar contratos firmados em 2018 para a manutenção de carros do Detran. As fraudes teriam a participação de servidores públicos e de donos de oficinas mecânicas.

O gasto do Detran com estas despesas tiveram reajuste de até 1.400%. Veja a nota do Detran loco abaixo. Atualizado às 10h47

De acordo com nota elaborada pela Polícia Civil, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária, três das quais contra servidores públicos e uma contra um proprietário de oficina. Os nomes não foram revelados. Também estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, em várias cidades no DF e em Formosa, em Goiás.

Os investigadores concluíram que a fraude consistia em utilização de cotação de preços com valores muito acima dos praticados no mercado, bem como pela cobrança de peças não trocadas e serviços não realizados. Perícia realizada pelo Instituto de Criminalística da PCDF revelou que a maior parte das peças pagas não haviam sido trocadas, assim como casos em que foram incluídas nos orçamentos componentes que nem existiam em determinadas viaturas. Além disto, a perícia identificou peças em avançado estado de desgaste, o que traz evidente risco aos servidores que utilizam aquelas viaturas em suas atividades cotidianas.

Nota do Detran

Quando assumiu a direção do Departamento de Trânsito, em março/2020, a atual gestão adotou como primeira medida, a revisão de todos os contratos e gastos da Autarquia.

Ao se deparar com valores exorbitantes no contrato de manutenção veicular, a direção-geral demandou as autoridades competentes para que apurassem possíveis irregularidades praticadas nas gestões anteriores. Além disso, fez a imediata substituição da chefia da unidade, que se tratava de um cargo comissionado sem vínculo com o Departamento.
No primeiro mês, já ficou evidente a redução nos gastos: de R$450 mil, em média, para cerca de R$130 mil.

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