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Pfizer diz que contatos com o governo começaram em maio de 2020

Pfizer Carlos Murilo CPI da Covid

Carlos Murilo durante depoimento na CPI da Covid nesta manhã no Senado/Jefferson Rudy/Agência Senado

O representante da Pfizer, Carlos Murillo, afirmou na CPI da Covid que os primeiros contatos para negociação de vacinas com o Brasil se deram em maio de 2020, principalmente com o Ministério da Saúde, por meio do ex-secretário Elcio Franco.

Ele confirmou que a Pfizer enviou carta com oferta de vacinas ao presidente Jair Bolsonaro, com cópias ao vice-presidente Hamilton Mourão, aos ministros Paulo Guedes, Eduardo Pazuello e Braga Netto e ao embaixador Nestor Forster.

O Misto Brasília transmite ao vivo o depoimento na CPI – confira na primeira página do site

Segundo Murillo, foram três ofertas em agosto, com atualização do número de vacinas a serem entregues em 2020: 1,5 milhão. Em novembro, houve nova atualização da proposta, para venda de 70 milhões de doses para o Brasil.

No dia 14 de agosto, a Pfizer fez as primeiras ofertas: a primeira de 30 milhões de doses e a outra de 70 milhões, sendo 500 mil para 2020.

Ele afirmou que o segundo contrato de vacinas com o Ministério da Saúde está na fase final de assinatura e prevê um total de 100 milhões de doses, com entrega até o quarto trimestre deste ano.

Indagado pelo relator, senador Renan Calheiros (MDB), o representante da Pfizer disse que iniciou os contatos com o governo em maio de 2020. Tratou principalmente com Ministérios da Saúde e Economia. Posteriormente, reuniu-se com Rodrigo Pacheco e Arthur Lira.

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