O ex-ministro da Saúde e general-de-divisão Eduardo Pazuello, terá 30 dias para se defender de um processo disciplinar aberto hoje pelo comando geral do Exército. Pazuello participou de um ato político em favor do presidente Jair Bolsonaro no alto de um trio elétrico no domingo, após um passeio com motociclistas bolsonaristas.
O Exército pode tomar uma decisão salomônica, ao colocar na reserva o general na sexta-feira, dois dias antes do ato político, o que é terminantemente proibido pelo Regimento Disciplinar do Exército (RDE). O primeiro artigo do documento proíbe a mentira.
Pela manhã, o general da reserva e que foi auxiliar de Bolsonaro, escreveu no Twitter que de soldado a general tem que ser as mesmas normas e valores. “O presidente e um militar da ativa mergulharem o Exército na política é irresponsável e perigoso. Desrespeitam a instituição. Um mau exemplo, que não pode ser seguido”.
Também pela manhã, o vice-presidente Hamilton Mourão, que também é general da reserva, disse que Pazuello cometeu um ato muito grave. O assunto seria tratado de forma interna pelo Exército, que ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
Pazuello deverá ser reconvocado pela CPI da Covid do Senado Federal, segundo comentou hoje o presidente da comissão, senador Omar Aziz. Na quinta-feira deverá ser votada o requerimento. Essa votação, no entanto, pode ser antecipada. No depoimento da semana passada, o ex-ministro teria omitido e mentido em pelo menos 14 respostas.
