O fugitivo Lázaro Barbosa já teria percorrido cerca de 70 quilômetros nos últimos dez dias, quando começou uma caçada sem precedentes que reúne diversas forças estaduais e federais entre o Distrito Federal e o município de Cocalzinho de Goiás. No décimo dia de fuga, a polícia ainda não conseguiu prender o homem de 32 anos que tem habilidades já provadas ao caminhar pela região do Cerrado.
Até o início da noite, o comando das operações concentradas numa escola do distrito de Girassol, em Cocalzinho de Goiás, ainda não fez um relato do trabalho do dia. Moradores estão no local para obter detalhes, mas o medo é grande nas fazendas e nos sítios da região. Há relatos de que famílias deixaram suas propriedades ou que parte das famílias não estão morando mais nos locais.
Nesta noite, o volume das buscas foi reduzido, mas estão sendo mantidas várias barreiras nas estradas. Desde que a caçada começou após a morte de uma família de quatro pessoas, no Distrito Federal, Lázaro invadiu 11 casas, botou fogo numa delas, roubou dois carros, um dos quais foi incendiado e provocou três vezes confrontos a tiros. Um desses tiroteios foi com um caseiro e outro com a Polícia Militar de Goiás, quando um policial foi ferido sem muita gravidade.
Nas invasões às casas, ele usou repelente, se alimentou, tomou banho e até escovou os dentes. A sua técnica de sobrevivência na mata é bem apurada e, segundo se informou, dorme em árvores para evitar deixar rastros.
Na quinta-feira (17), a polícia informou que é provável que o fugitivo esteja ferido, porque foi encontrado um pano manchado com sangue e que pode ter servido como torniquete. Também na quinta houve o maior tiroteio entre os três registrados. Há quem afirme que foram mais de 30 tiros, a maioria disparados pela polícia.
Além de cerca de 250 a 300 policiais, estão sendo usados equipamentos de última geração nesta caçada, além de cavalos e cachorros. Hoje à noite, por exemplo, equipes usam óculos de visão noturna e drones equipados com temperatura térmica. Há cinco helicópteros em uso, dezenas de viaturas e armamento pesado. As buscas estão sendo feitas por quadrantes, segundo a polícia.
A população local tem demonstrado solidariedade com os policiais e com a Imprensa que acompanha as operações. Já foram distribuídos hambúrgueres (fornecidos por hamburguesias do DF), cafezinhos, chocolate quente, lanches, fruta e muito pão de queijo como uma maneira de agradecimento.
