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Voluntário diz que mentiu para implicar Julian Assange

Julian Assange fundador do Wikileaks Misto Brasília

Julian Assange é acusado de espionagem pelos Estados Unidos/Arquivo/DW

Fundador do Wikileaks foi implicado num caso com kackers e sites islandeses

Uma testemunha-chave no processo do Departamento de Justiça dos EUA contra Julian Assange, Sigurdur Ingi Thordarson, confessou em uma entrevista que mentiu em suas declarações usadas pelo governo norte-americano para acusar o fundador do WikiLeaks. Ele disse que Assange o tinha instruído a cometer invasões em computadores ou a hackear na Islândia, conforme o jornal Stundin.

“Sua nova alegação é que ele, de fato, tinha recebido alguns arquivos de uma terceira parte que alegou ter gravado parlamentares e propôs compartilhá-los com Assange sem ter nenhuma ideia do que eles realmente continham”, segundo o jornal. A testemunha afirmou que nunca verificou o conteúdo dos arquivos oferecidos.

Thordarson forneceu à mídia registros de chats de 2010 e 2011, o que indica sobre seus pedidos frequentes para que hackers atacassem ou roubassem informações de entidades e sítios islandeses. O jornal declarou que não encontrou provas de que Thordarson tivesse sido instruído para fazer esses pedidos por alguém dentro do WikiLeaks.

“Além disso, ele nunca explicou por que o WikiLeaks estaria interessado em atacar quaisquer interesses na Islândia, especialmente em um momento tão sensível, enquanto estavam publicando uma enorme quantidade de telegramas diplomáticos dos EUA como parte da parceria internacional de mídia”, conforme refere o jornal.

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