Cientistas descobriram restos de vários vírus, incluindo dois genomas do adenovírus humano
O vírus do resfriado podia existir há mais de 700 mil anos, muito antes do surgimento dos humanos modernos, aponta um estudo publicado no servidor de pré-impressão bioRxiv.
Durante a pesquisa, que ainda não foi avaliada por pares, os cientistas trituraram um par de dentes de bebê em Yana, Sibéria, Rússia, para o analisar, e descobriram restos de vários vírus, incluindo dois genomas do adenovírus humano C (HAdV-C), uma espécie de vírus que tipicamente causa doenças semelhantes ao frio em crianças.
local é palco de algumas das primeiras evidências diretas de humanos vivendo no Círculo Polar Ártico, limitado, no entanto, a dentes fragmentados pertencentes a crianças entre dez e 12 anos, revelou um estudo publicado em 2019.
Sofie Nielsen, estudante de doutorado na Universidade de Copenhague, Dinamarca, e primeira autora do estudo, explicou ao portal Live Science que os vírus podem entrar nos dentes através da corrente sanguínea e permanecer preservados no tecido duro por vários milhares de anos.
Além disso, continua, os dentes nunca se regeneram, e por isso retêm células ao longo do tempo, fornecendo assim um registro acumulativo de todos os patógenos que uma pessoa encontrou. O ambiente gelado do Ártico também teria ajudado na preservação desses elementos, embora não prevenisse completamente uma fragmentação ao longo do tempo, informou a Agência Sputnik.
