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Comissão rejeita voto impresso que deve ser decidido pelo plenário

Urna eletrônica eleições Misto Brasília

As urnas eletrônicas passaram por uma bateria de testes de cinco dias/Arquivo/TRE

Foram listados os motivos contrários à PEC 135/19, como o risco potencial de fraudes

A comissão especial da Câmara dos Deputados sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19, que torna obrigatório o voto impresso, aprovou nesta sexta-feira (6), por 22 votos a 11, o parecer do deputado Raul Henry (MDB-PE) que recomenda que o plenário rejeite o texto.

“A população brasileira, depois de 25 anos da utilização da urna eletrônica, reconhece e testemunha a conquista que ela representa”, justificou Henry. “Diferentemente do período em que o voto era em papel, não há nenhuma confirmação de uma única fraude nesse período”.

O Misto Brasília transmitiu ao vivo a sessão da comissão especial – na home/capa do site



Em seu parecer, Henry listou motivos contrários à PEC 135/19, como o risco potencial de fraudes com a manipulações de comprovantes em papel, empecilhos derivados do acoplamento de impressoras em urnas eletrônicas e efeitos diversos sobre o processo eleitoral e os partidos.

Após a publicação do parecer da comissão especial e decorridas duas sessões, a PEC 135/19 poderá ser apreciada pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Serão necessários pelo menos 308 votos favoráveis, em dois turnos, para a aprovação do texto, que será analisado pelo Plenário em sua versão original.

O texto original da PEC, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), determina que o registro de votos em eleições, plebiscitos e referendos será “obrigatória a expedição de cédulas físicas conferíveis pelo eleitor”. A justificativa apresentada pela deputada é permitir eventuais auditorias.

Pouco antes da reunião da comissão, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) anunciou em um pronunciamento que a decisão sobre a PEC 135/19 será tomada pelos parlamentares e que a proposta será levada para votação no plenário da Câmara.


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