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CPI da Covid deverá indiciar 25 pessoas, incluindo Bolsonaro

CPI da Covid Senado Misto Brasília

Detalhe do plenário da CPI da Covid que deve terminar agora em setembro/Arquivo/Agência Senado

Nesta terça-feira será ouvido um motoboy que aparece como responsável por movimentações atípicas

Nesta segunda-feira (30), o vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que o relatório final da comissão deve apontar para, pelo menos, 25 nomes a serem indiciados, incluindo o nome do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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“Diria que teremos de 25 a 30 nomes de indiciados. Não vejo como o presidente da República pode escapar de indiciamento. Ele já responde a inquérito no Supremo Tribunal Federal [STF] por prevaricação, tem um conjunto de outros crimes, não tem como não constar o nome do presidente da República”, disse.

Rodrigues também relatou que a CPI está tentando achar outro caminho para levar denúncias e provas produzidas adiante, no intuito de “trabalhar para que o que foi apurado não ficar somente como um longo texto”.



“[O relatório] Será vastíssimo, aponta não somente crimes de responsabilidade, mas uma infinidade de crimes comuns, e também contra a humanidade, o que pode levar a responsabilização em tribunal internacional. Os crimes cometidos aqui não prescreverão em dois anos. Há aqueles que acham que podem estar protegidos pelo presidente da Câmara [Arthur Lira] e da PGR [Augusto Aras], mas alguns tipos penais não vão prescrever” completou o senador.

Segundo a mídia, a comissão planeja “estratégias jurídicas alternativas”, como ação penal subsidiária da pública, caso “haja desídia” por parte de Aras. “Não aceitaremos ficar nas mãos somente do PGR”, disse Rodrigues.

O vice-presidente da CPI também apresentou uma possível data para o final da CPI, que deve ser entre os dias 20 e 25 de setembro, escreveu a Agência Sputnik.


Nova rodada de audiências

A CPI da Pandemia tem reunião marcada para a próxima terça-feira (31), às 9h30, para ouvir o motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva. Conforme o requerimento de convocação, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Ivanildo da Silva é um “aparente intermediário em esquemas duvidosos da empresa VTCLog”. O depoimento estava marcada para a quinta-feira (2), mas foi antecipado ao final da última reunião da comissão.

Randolfe, que é vice-presidente da comissão, argumenta que é preciso ouvi-lo, pois apesar de ser “apenas um motoboy”, com salário em torno de R$ 2 mil, ele é responsável por cerca de 5% de toda a movimentação atípica feita pela VTCLog, empresa que se tornou alvo de uma das principais linhas de investigação da CPI. A VTCLog é responsável por fazer a logística com contratos e transportar insumos, inclusive vacinas, para o Ministério da Saúde. Randolfe destaca que a empresa está “no centro dos escândalos de corrupção” envolvendo o Ministério da Saúde.

Ainda de acordo com o requerimento, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que a VTCLog movimentou de forma suspeita R$ 117 milhões nos últimos dois anos. O nome de Ivanildo Gonçalves da Silva é citado várias vezes no documento. Ele teria sacado, em diversos momentos, o montante de R$ 4,7 milhões, sendo a maioria de saques em espécie e na boca do caixa, segundo a Agência Senado.


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