O dinheiro estava numa caixa de papelão e foi apreendido no Aeroporto de Congonhas
Integrantes da CPI da Covid pediram há pouco, que o Supremo Tribunal Federal, onde corre uma investigação sobre atos antidemocráticos, investigue a apreensão de R$ 505 mil no último dia 26, no Aeroporto de Congonhas. O dinheiro pertence ao prefeito da cidade gaúcha Cerro Grande do Sul, Gilmar João Alba, filiado ao PSL.
Ele estava vindo para Brasília quando a Polícia Federal identificou o dinheiro dentro de uma caixa de papelão. Inicialmente ele tinha dito que eram R$ 1,4 milhão. Há suspeita de que o dinheiro em espécie serviria para pagar a mobilização bolsonarista, prevista para o dia 7 de Setembro.
De acordo com o Conteúdo Estadão, o prefeito é conhecido como ‘Gringo Loco’, ele foi eleito no ano passado com pouco mais de dois mil votos para comandar o município de 12 mil habitantes a 117 quilômetros da capital Porto Alegre. Procurado pela reportagem, não comentou a apreensão.
A reportagem informa que a PF informou que abriu uma investigação para apurar a origem do dinheiro. Em caso de irregularidade, o prefeito poderá responder, entre outros crimes, por lavagem de dinheiro, na modalidade ocultação e crime contra o sistema financeiro nacional. O transporte de dinheiro em espécie em território nacional, independente da quantia, não é crime, desde que a origem possa ser comprovada.
