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Rebeldes prendem presidente durante golpe de Estado na Guiné

Guiné África golpe de Estado

Militares circulam armados pelas ruas da capital da Guiné/Reprodução

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Nesta segunda-feira deverá acontecer uma reunião em palácio organizada pela oposição

Os rebeldes da Guiné prometeram manter a segurança dos residentes locais após o golpe no domingo (5), disse a junta militar, que agora se autodenomina Comitê Nacional de Rali e Desenvolvimento (CNRD). Ontem (5), as autoridades guineanas notificaram que o palácio presidencial foi atacado pelos rebeldes, que detiveram o presidente do país africano, Alpha Condé.

“Tomamos todas as medidas para assegurar que [o presidente] tenha acesso a cuidados de saúde e ele também está em contato com seus médicos”, disseram eles. O líder do golpe, Mamady Doumbouya, anunciou a dissolução do governo, enquanto os rebeldes decretaram o toque de recolher obrigatório no país, dizendo que estão substituindo governadores e prefeitos locais por militares.



“Serão tomadas todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos pacíficos, bem como de suas propriedades. Todas as unidades do interior devem manter a calma e evitar movimentos em direção [à capital] Conacri”, conforme o comunicado do CNRD. Segundo o documento, o toque de recolher na Guiné é aplicado a partir das 20h00 locais, até nova ordem.

Os ministros cessantes, membros do gabinete de Condé e outros altos funcionários são convidados para uma reunião organizada pelos rebeldes na segunda-feira (06). “Qualquer recusa em comparecer será considerada rebelião contra o CNRD”, segundo o Comitê. A Guiné é um país da África. Está localizada na porção ocidental africana.


Alpha Condé, de 83 anos, é presidente da Guiné desde 2010 e foi eleito para um terceiro mandato em outubro de 2020, após uma eleição polêmica em que houve dezenas de mortes em confrontos entre cidadãos e as forças da ordem.


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