Ícone do site Misto Brasil

Conselho de ética dá mais um passo para cassação de Luís Miranda

Deputado Luís Miranda DF

Miranda denunciou suposto esquema de corrupção na compra da Covaxin/Arquivo

O relator votou pela continuidade do processo contra o parlamentar do Distrito Federal

O relator do processo contra o deputado Luis Miranda (DEM-DF) no Conselho de Ética, Gilberto Abramo (Republicanos-MG), votou pela continuação do caso nesta quarta-feira. Abramo sustentou que Miranda feriu o decoro parlamentar ao não denunciar supostas irregularidades e corrupção na compra da vacina Covaxin aos órgãos judiciais, e sim em entrevista.

Há pouco, o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM) criticou a “rápida decisão” do Conselho de Ética no caso do parlamentar do Distrito Federal. Ele lembrou que a CPI ainda não entregou o relatório e que esperava rapidez semelhante quando parlamentares “mais influentes” forem indiciados no documento a ser entregue no final do mês. “Olha, não estou fazendo a defesa de Luís Miranda, longe disso, mas essa rapidez surpreende”, informou o Extra.
]


O Misto Brasília transmitiu ao vivo a reunião do Conselho de Ética – veja as transmissões da Câmara na home/capa do site

O site pediu informações ao gabinete do Luís Miranda sobre o caso. Não houve votação nesta quarta-feira, já que os integrantes do conselho pediram vista e a sessão foi encerrada. O debate sobre o processo será retomado na próxima reunião.

Na representação, impetrada pelo PTB, a demora de três meses para denunciar o caso é um dos argumentos para sustentar o processo.



“O processo merece prosperar para que seja sanada toda e qualquer dúvida que paira sobre todos os fatos e, sendo confirmadas as condutas contidas na representação, vislumbro que o representado agiu, sim, de forma contrária ao que dispõe o Código de Ética e Decoro Parlamentar desta Casa”, escreveu Abramo, no relatório.

Miranda, por sua vez, solicita que a ação seja julgada como improcedente. O deputado pediu o arquivamento o caso em 5 de agosto e informou que não gravou a conversa com o presidente Jair Bolsonaro, em que teria denunciado o esquema da Covaxin, desenvolvida pela Bharat Biotech e intermediada pela Precisa Medicamentos.


Sair da versão mobile