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Votorantin seleciona projeto de Brasília para solução da água no semiárido

Semiárido brasileiro seca falta de água Misto Brasília

Detallhe do semiárido nordestino que tem problemas históricos com a falta de água/Arquivo/Simi

O GeoGO está entre quatro soluções que vão receber R$ 230 mil para as atividades de campo

O projeto chamado GeoGO, de Brasília, está entre as quatro soluções selecionadas no programa de inovação da Votorantin Energia e o Instituto Votorantin para a escassez de água no semiárido. Os projetos passaram na peneira com 20 selecionados na primeira edição do LabÁgua. Cada solução vai receber R$ 230 mil e o início do trabalho está previsto para novembro.

Todas foram aceleradas nos últimos dois meses, em uma programação focada em seu desenvolvimento e adaptabilidade ao território, sob mentoria de especialistas convidados e da própria companhia. Os projetos – provenientes de 12 estados, do Distrito Federal e do exterior – pleitearam a seleção com MVPs (mínimo produto viável) validados ou em fase de validação.



Além da solução de Brasília que vai receber o “capital semente” e validar as soluções de campo, foram relacionados o SDW (Salvador, BA), Versati (Campinas, SP) e o Instituto Nacional do Semiárido – INSA (Campina Grande, PB).

A etapa de teste em campo ocorrerá nos municípios que integram a região da Serra do Inácio (Curral Novo e Betânia, no Piauí, Araripina, Ouricuri e Santa Filomena, em Pernambuco). Os empreendedores contarão com capital semente de até R$ 230 mil, distribuídos de acordo com as necessidades de cada um dos quatro aprovados. O início do trabalho está previsto para novembro de 2021.


O que prevê o projeto

GeoGO, de Brasília (DF): desenvolve soluções tecnológicas baseadas na natureza, voltadas à recarga gerenciada de aquíferos, aplicável em região semiárida para diversos sistemas produtivos, incluindo ambientes rurais e urbanos. Segue a premissa de custo mínimo e sinergia com as atividades econômicas, insumos e mão-de-obra local, buscando sustentabilidade da solução e autonomia dos beneficiários.

O projeto acelerado no LabÁgua propõe utilizar as torres de eólicas da Votorantim Energia para captar água de chuva para consumo da população e excedente destinado ao aquífero. O projeto piloto vai se basear em uma das torres de aerogeradores e deverá captar 400 mil litros de água, o suficiente para abastecer 45 pessoas por três meses. A instalação leva de sete a dez dias.


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