Votação ainda está em andamento, mas 15 senadores votaram contra de. Governo diz que denúncia não tem fundamento
O Senado chileno se manifestou contra o impeachment do presidente Sebastián Piñera, alguns dias antes da eleição presidencial, prevista para o dia 21 de novembro, informou na noite desta quarta-feira (17) o canal de televisão 24Horas TV. Anteriormente aprovada na Câmara dos Deputados por 78 votos a favor, o pedido não vai seguir adiante.
Em nota oficial, a Presidência da República apreciou a decisão do Senado de rejeitar a Acusação Constitucional. “Foi uma denúncia sem fundamento constitucional ou legal, baseada em fatos falsos ou simples conjecturas, habilmente contados, que só respondiam à lógica eleitoral”, indicaram.
A votação ainda está em andamento, mas 15 senadores já votaram contra o impeachment. Mas é impossível chegar a 29 para dar seguimento à denúncia.
Para a renúncia do presidente chileno, são necessários dois terços de votos favoráveis no Senado, ou seja, 29 dos 43 parlamentares. Assim, a iniciativa da oposição para destituir o chefe de Estado não ganhou o número de votos suficientes e Piñera permanece no cargo.
Em meados de outubro, os partidos de oposição iniciaram o processo de impeachment constitucional de Piñera após a publicação dos documentos Pandora Papers. A investigação sobre paraísos fiscais, promovida pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, acusou vários líderes mundiais de esconderem suas fortunas nos paraísos fiscais para não pagarem impostos. O Ministério Público do Chile abriu uma investigação contra o presidente por suspeita de suborno e crimes fiscais.
