O índice de referência para o mercado brasileiro de ações testou um limite perigoso
O último pregão do mês teve aquilo que o Ibovespa mais passou ao longo de novembro: volatilidade. O índice de referência para o mercado brasileiro de ações testou um limite perigoso, quase perdendo os 100 mil pontos, um suporte técnico de acordo com analistas gráficos. “Se perdermos os 100 mil pontos, vamos para os 94 mil e aí o mês de dezembro seria negativo.
Mantendo os 100 mil, teríamos espaço para voltar aos 108 mil e depois para os 110 mil”, explica Fabrício Gonçalvez, CEO da Box Asset Management.
Mas a Bolsa teve motivos de sobra para oscilar tanto. O dia já começou com novos temores sobre a variante ômicron, da Covid-19. Hoje, no final do dia, a Anvisa confirmou os primeiros casos da cepa no Brasil.
Ainda que os primeiros estudos mostrem eficácia das vacinas contra a nova cepa, ainda há muita incerteza sobre a nova variante. “O mercado não está 100% confortável. Existem ainda poucos dados sobre a nova variante e há muita especulação, que é tudo o que os investidores odeiam”, afirma Flávio Aragão, sócio da 051 Capital.
Novembro foi o quinto mês consecutivo de queda para o Ibovespa. Para Aragão, a Bolsa brasileira perdeu oportunidades de recuperação antes de cair junto com as Bolsas estrangeiras. “Deixamos de surfar junto com o mercado global, naquelas semanas de alta, muito por causa de Brasília”, afirma Aragão.
O dólar comercial fechou o dia em alta de 0,46%, a R$ 5,635 na compra e R$ 5,636 na venda. Apesar do movimento de alta nos últimos dias, a moeda americana acumulou ligeira queda, de 0,19%, em novembro, informou o Infomoney.
