Ícone do site Misto Brasil

Entidade vende até farofa para garantir assistência há 15 anos

ONG Vicky Tavares DF Hiv Aids Misto Brasília

Farofa da Vovó Vicky ajuda portadores do vírus HIV em Brasília

ONG foi criada para assistir as famílias de crianças e adolescentes contaminadas pelo vírus HIV

Texto de Luiz Cláudio Ferreira

O Instituto Vida Positiva, em Brasília, completa 15 anos, nesta quarta-feira (01), e  nasceu para apoiar crianças e adolescentes contaminadas pelo vírus do HIV. A organização não governamental (ONG), que funciona em uma casa alugada na Asa Sul, foi criada no  Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

A instituição cuida, em sua casa de apoio, de 27 jovens, incluindo crianças e adolescentes, e seus familiares. Ao todo, presta assistência a cerca de 300 famílias, com distribuição de cestas básicas, roupas, utensílios e eletrodomésticos. Distribui ainda mais de 24 mil lanchinhos por ano para pacientes que fazem exame de carga viral em laboratórios de cinco hospitais públicos.



A fundadora e coordenadora do Vida Positiva, Vicky Tavares, diz que além de garantir as condições essenciais para essas pessoas, uma função fundamental do instituto é buscar direitos assistenciais, o que inclui informação e a luta contra um adversário que permanece muito vivo em 2021, e ainda mais poderoso que o vírus, o preconceito. “Essa é uma doença muito pior”, afirma.

Para atender as necessidades financeiras da entidade, além das doações, a equipe criou uma forma alternativa de conseguir recursos: a venda de uma “farofa” solidária, que é comercializada em feiras e nas redes sociais também. Um detalhe é que o produto não é apenas no sabor tradicional, mas também oferecido em 20 versões, incluindo de torresmo, de damasco e até chocolate (com pimenta ou sem).



A expectativa é que, com a proximidade do final de ano, as vendas da farofa e também as doações aumentem. “Na época de Natal, as pessoas ficam mais sensíveis e recordam. O desafio é conscientizar de que precisamos de apoio sempre”, afirma a voluntária Daniela Gomes.

Com a pandemia, a situação se agravou para a entidade, que perdeu cerca de 40% em doações. A voluntária da entidade, a cabeleireira Daniela Gomes, de 44 anos, que participa das atividades como captadora de doações por telemarketing, lamenta que, com a crise, ou a entidade perdeu apoiadores ou reduziram em quantidade de recursos.


Sair da versão mobile