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Governo tem R$ 106 bilhões a mais para gastar em 2022

Arthur Lira e Rodrigo Pacheco abraço Congresso Misto Brasília

Arthur Lira e Rodrigo Pacheco se abraçam no plenário do Senado/Roque de Sá/Agência Senado

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Os recursos foram abertos com a promulgação ontem à tarde da PEC dos Precatórios pelo Congresso

O deputado Arthur Lira e e o senador Rodrigo Pacheco, presidentes da Câmara e do Senado, assinaram a promulgação da PEC dos Precatórios. Votação em segundo turno da matéria foi concluída no plenário da Câmara.

O Congresso promulgou ontem (16) à tarde a segunda parte PEC. A votação em segundo turno do texto principal da PEC foi concluída na tarde de quarta-feira (15) por 332 votos a favor, 141 contra e uma abstenção.



O governo terá R$ 106 bilhões a mais para gastar no próximo ano. A maior parte do dinheiro será usado para pagar o Auxílio Brasil de R$ 400, programa substituto do Bolsa Família.

Aprovada após meses de articulações do governo federal, a PEC surgiu depois de o governo se ver obrigado a pagar R$ 89,1 bilhões em despesas decorrentes de decisões judiciais, o que impediria o pagamento do Auxílio Brasil.

Entre as decisões dos deputados, está a aprovação de um destaque do DEM que anula o cronograma feito pelos senadores para pagamento de precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).




Segundo a PEC, o pagamento desse tipo de precatório ocorrerá sempre em três parcelas anuais a partir de sua expedição: 40% no primeiro ano, 30% no segundo ano e 30% no terceiro ano.

Outra novidade, segundo o jornal O Globo, é que a PEC muda o teto de gastos (a regra que impede o crescimento das despesas da União acima da inflação), abrindo uma margem de R$ 62 bilhões no Orçamento de 2022.

A PEC é cercada de polêmicas porque limita o pagamento de dívidas já reconhecidas pela Justiça e muda o teto de gastos, movimentos vistos por especialistas como um drible nas regras fiscais para aumentar gastos em ano eleitoral.


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