A crise no setor público teve início com a aprovação do reajuste para as forças federais
Os servidores federais marcaram uma assembleia conjunta para a amanhã (29), às 10h30, quando devem deliberar sobre a mobilização por reajuste.
A crise teve origem na semana passada, quando o Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2022 com reserva de R$ 1,7 bilhão para reajuste a forças federais de segurança e cerca de R$ 800 milhões para agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias, deixando de fora outros quadros do funcionalismo, como os auditores fiscais.
Estes aprovaram na quinta-feira em assembleia extraordinária a paralisação de todos os projetos nacionais do Plano Operacional do órgão, a adoção de operação padrão e entrega ostensiva de todos os cargos em comissão e funções de chefia.
Na segunda-feira, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita afirmou que chegou a 738 o número de auditores da Receita Federal que entregaram cargos de chefia em protesto contra o governo, cerca de 93% dos delegados em todo o País.
No mais, o Sindifisco afirma que a paralisação afeta todas as áreas, em especial alfândegas, portos, aeroportos e a fronteira, e que foi solicitada uma audiência com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. Em assembleia na segunda, auditores fiscais federais agropecuários decidiram também adotar operação padrão em todo o país, mantendo apenas atividades cuja suspensão afetaria diretamente a população, informou o Infomoney.
