No ano passado, foram reciclados 15 mil toneladas por 20 cooperativas e associações
As 20 cooperativas e associações do Distrito Federal reciclaram 15 mil toneladas de resíduos em 2021. O faturamento foi de R$ 9.845.771,56, o que corresponde, em média, a R$ 492 mil para cada instituição.
No Centro-Oeste, 60 cooperativas recuperaram e destinaram para reciclagem 39,2 mil toneladas de resíduos, o que equivale a 12% do montante nacional. O faturamento foi de R$ 20 milhões, o que garantiu uma renda média mensal de R$ 1.091,00 por catador. Os materiais mais comercializados, após a reciclagem, são o papel, plástico, alumínio, outros metais e o vidro.
Os dados constam do levantamento feito pelo Instituto Pragma e pela Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat).
“A capital do país é a prova de que a existência de políticas públicas voltadas às organizações de catadores, com estrutura adequada para o trabalho de coleta e triagem de resíduos, assim como a contratação destas organizações pelo poder público, é determinante para uma coleta mais eficiente e inclusiva, o que gera grandes benefícios para toda a sociedade”, afirmou o presidente do Instituto Pragma, Dione Manetti.
A pesquisa identificou no DF 864 catadoras e catadores, com uma média de 29 profissionais por organização. O número contribui para a maior média de catadores e catadoras por organização (50), que é registrada pela região Centro-Oeste. Há uma participação majoritariamente feminina em quatro das cinco regiões do país. O Centro-Oeste tem um total de 825 mulheres e 712 homens.
“O Distrito Federal contrata os serviços de coleta e paga pela triagem dos materiais às cooperativas de catadores. É uma prova que a nossa reivindicação pela contratação dos serviços dos catadores é uma solução eficiente para a gestão de resíduos, além de beneficiar toda a sociedade”, observa o presidente da Ancat, Roberto Laureano Rocha.
