Minha segunda infecção também é uma advertência e tomarei logo a terceira dose por mim e por você
Texto de Jorge Eduardo Antunes
Antes, porém, uma introdução necessária. Passamos o Ano Novo em família, com todas as pessoas testadas e negativadas para a Covid. Mas frequentamos alguns espaços públicos, com os cuidados necessários (máscara, álcool, mãos lavadas…), para a compra dos alimentos que consumimos.
No dia 1º, ainda nos EUA, eu e Andreia fizemos os exames para a volta ao Brasil, que deram negativo. Mas, neste mesmo dia, tive uma crise com calafrios e um sono intenso. Acordei bem disposto, apenas com leve coriza, e viajamos normalmente, com todos os contratempos que a American Airlines nos proporcionou – entre eles, o de ter de pagar o próprio hotel mesmo sendo culpa deles os sucessivos atrasos da viagem.
Chegamos a Brasília na terça. Eu ainda só com coriza e um pouco de tosse, mas avião costuma me deixar assim. Ela fisicamente mais debilitada, com os mesmos sintomas, mas sem febre.
Ontem resolvi fazer o teste de Covid. Quinhentos paus…. E deu positivo. Fiz contato com meu médico, que passou as orientações de tratamento. Estaremos em isolamento total pelos próximos 15 dias.
Estamos bem, com apetite e abastecidos graças ao auxílio imediato de uma grande amiga. Fomos medicados e tudo indica que, desta vez, não será como a anterior. Em 2020, eu fui internado no oitavo dia da provável data de contaminação e a febre apareceu no quinto dia. Estou hoje entre o quinto e o sétimo dia, e nada se parece com o quadro que tive. O mesmo ocorre com a Andreia.
A razão da diferença, na minha precária opinião, é simples: vacina. Não sou cientista para afirmar, mas já tomei um monte de vacinas desde a infância, especialmente as da gripe, estas de memória mais recente. E a cada vacina contra h1n1 minhas gripes foram virando um leve incômodo. Talvez seja isso que esteja acontecendo agora neste novo embate com o coronavírus. Mas vamos aguardar.
Minha segunda infecção também é uma advertência: neste périplo todo de final de ano eu posso ter cruzado com um não-vacinado (durante uma refeição, por exemplo, dentro de um avião) que estava contaminado, mas não positivado nos exames.
Foi o bastante. Não que ele quisesse me contaminar, mas acabou acontecendo. Portanto, vacinar-se é um ato de amor próprio e de amor ao próximo simultaneamente. Assim que estiver curado e o tempo necessário tiver passado, tomarei logo a terceira dose. Por mim e por você.
Por último, fazer exame é bom, mas não resolve tudo. Exame custa 500 paus e serve para dizer se, naquele momento, havia infecção. Vacina é de graça e serve para que você não adoeça gravemente se for contaminado. Economicamente e cientificamente melhor.
Não vacile. Vacine-se.
(Jorge Eduardo Antunes é jornalista e atua no Distrito Federal)
