Crédito rural atendeu a várias demandas, como investimentos como na energia fotovoltaica
O valor do crédito rural para os agricultores do Distrito Federal subiu 40% entre os anos de 2020 e 2021, segundo cálculos apresentados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). No ano passado foram disponibilizados R$ 10,2 milhões, contra R$ 7,3 milhões no ano anterior.
Foram R$ 5,5 milhões das linhas de crédito do GDF, dos quais R$ 1,8 milhão do Prospera e R$ 3,7 milhões do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR).Houve a participação de R$ 4,7 milhões das linhas de crédito federais, como o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).
“Nossa política para incentivar e viabilizar projetos de crédito rural leva em consideração o momento de crise que estamos atravessando por causa da pandemia, que culminou no aumento expressivo dos insumos agrícolas com impacto direto no custeio da produção rural. Nossa missão é atender todas as necessidades do agricultor familiar e o crédito rural é uma delas”, presidente da Emater, Denise Fonseca.
Os projetos de crédito rural aprovados no DF foram distribuídos em diversas cadeias produtivas, entre elas as de olericultura, bovinocultura e grandes culturas, que tiveram maior participação no total. Outro dado relevante é que houve um incremento expressivo nos projetos de energia fotovoltaica para a região de Rio Preto, em Planaltina.
Para o extensionista Rodrigo Marques. o DF importa mais que 90% da energia elétrica que consome. Segundo ele, se todos os produtores rurais adotassem a política de geração de energia fotovoltaica, esse percentual seria reduzido e o campo teria mais condições de absorver novas gerações de emprego e renda.
A agricultora Noeli Baumgratz mora no Rio Preto, Região Administrativa de Planaltina, há 40 anos. Ela e o filho Anderson Baumgratz plantam soja, milho, sorgo e feijão. A produção anual de soja da família gira em torno de 8 mil sacas. Para driblar a crise, com auxílio da Emater-DF, Noeli adquiriu financiamento no valor de R$ 62.6 mil, via FDR, para a instalação de 24 painéis de energia fotovoltaica (solar).
A usina terá capacidade de gerar até 1700 watts de energia, sendo o consumo da propriedade em torno de 1100 watts. A partir de janeiro, após autorização de funcionamento pela empresa Neoenergia, a família terá a economia de R$ 700,00 mensais na conta de luz e autonomia energética para os gastos com a produção rural.
