Segundo Jens Stoltenberg, pela Ucrânia não fazer parte da Otan, não se aplica a Kiev a “garantia de segurança”
O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, descartou neste domingo (30) a possibilidade de a Aliança Atlântica enviar tropas de combate para a Ucrânia caso a Rússia ataque o país.
“Há uma diferença entre ser um membro da Otan e ser um parceiro forte e altamente valorizado [como a Ucrânia]. Não há dúvida sobre isso”, disse ele em entrevista à BBC.
Segundo Stoltenberg, pela Ucrânia não fazer parte da Otan, não se aplica a Kiev a “garantia de segurança de 100% de que um ataque a um aliado gerará uma resposta” de toda a Aliança. No entanto, ele reforçou que isso não significa que a Otan não apoiará a Ucrânia.
“Estamos nos concentrando em oferecer apoio à Ucrânia, ajudando-a a exercer o seu direito de autodefesa. Ao mesmo tempo, estamos enviando uma mensagem à Rússia de que imporemos sanções severas se, mais uma vez, usarem a força contra a Ucrânia”, destacou Stoltenberg, que defende uma solução diplomática para as tensões.
Na sexta-feira, os Estados Unidos se comprometera a enviar tropas a países aliados do Leste Europeu, mas também não à Ucrânia, informou a DW.
