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Força Aérea quer ter mais 30 caças da marca Gripen

Caça Gripen FAB Misto Brasília

Unidade do caça Gripen adquirido pelo FAB em 2020/Arquivo/Divulgação

Trata-se de um programa de transferência tecnológica e não de aquisição de produto pronto

A Força Aérea Brasileira (FAB) pretende adquirir 30 caças Gripen, os adicionando aos 36 previamente acordados que estão chegando gradualmente ao país, relatou na terça-feira (1º) o jornal Folha de São Paulo.

Brasil tem um Gripen desde 2020 para testes, mais dois deverão chegar neste semestre para ratificar a certificação militar feita na Suécia. A FAB espera ter um total de seis caças até o final de 2022.


Carlos de Almeida Baptista Junior, comandante da FAB, está consciente das dificuldades orçamentárias na área militar, depois que pareceu ter sido abandonada a ideia de criar uma “frota ideal de mais de 120 aeronaves”, o mesmo devendo acontecer com o contrato de compra de 28 cargueiros KC-390 da Embraer, sendo planejado que o número de aeronaves em ambos os negócios seja reduzido em cerca da metade.

Trata-se de um programa de transferência tecnológica e não de aquisição de produto pronto, com o modelo de dois lugares sendo projetado em conjunto por suecos e brasileiros.


Baptista Junior desvaloriza as disputas relatadas em vários países com os aviões da montadora sueca Gripen, apontando que o modelo em questão, E/F, até agora só foi adquirido pela Suécia (60 aeronaves) e a FAB (36 aeronaves). Ele também citou os problemas com a aeronave ítalo-brasileira AMX, que tinha várias peças apenas disponíveis nesses dois países, enquanto os da Gripen têm vários componentes que podem ser adquiridos em vários lugares.

O jornal estima, com base em dados do Instituto Internacional de Pesquisas da Paz de Estocolmo (SIPRI, na sigla em inglês), que a compra dos Meteor custou € 200 milhões (R$ 1,2 bilhão) para um total de 100 unidades, informou a Sputnik.


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