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Farmacêuticas fazem acordo bilionário com indígenas nos EUA

Droga opioides dependência química Misto Brasília

Opioides são drogas químicas que estão no meio de um acordo judicial/Arquivo

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Acordo na justiça envolve o impacto da epidemia de opioides e envolve R$ 3,1 bilhões

Tribos nativas dos Estados Unidos chegaram a um acordo nesta terça-feira (01) com grandes empresas farmacêuticas sobre o impacto da epidemia de opioides em suas comunidades. Opioides agem no sistema nervoso central. Exemplos deles são drogas legalizadas e que podem ser pescritas, como a morfina, e ilegais, como a heroína.


Mais de 400 tribos e organizações intertribais, representando cerca de 80% da população indígena dos EUA, processaram empresas farmacêuticas por causa de opioides. Cada tribo poderá decidir se participará ou não do acordo, informou a DW.

A farmacêutica Johnson & Johnson, bem como as três maiores empresas de distribuição de medicamentos dos EUA, concordaram em pagar um total de 590 milhões de dólares – o equivalente a R$ 3,1 bilhões.

As tribos nativas americanas “sofreram algumas das piores consequências da epidemia de opioides“, diz o processo do Comitê de Liderança Tribal.

Um estudo de 2015 citado no acordo mostra que os nativos americanos têm a maior taxa de overdose de opioides per capita entre todos os grupos populacionais nos Estados Unidos.



A decisão segue acordos semelhantes alcançados nos últimos tempos entre empresas farmacêuticas e governos locais em todo o país.

“Este acordo não é uma admissão de qualquer responsabilidade ou irregularidade e a empresa continuará se defendendo contra qualquer litígio que o acordo final não resolva”, disse Johnson & Johnson.

Acredita-se que os opioides, incluindo medicamentos prescritos como OxyContin e substâncias ilegais como heroína e fentanil, sejam responsáveis ​​por mais de meio milhão de mortes nos EUA nas últimas duas décadas.


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