O município do Rio teve prejuízos R$ 665 milhões, considerando apenas o dano direto a empresas
Até domingo (20), 171 óbitos foram registrados em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em decorrência das fortes chuvas que atingiram a cidade em 15 de fevereiro. Com isso, a tragédia se igualou em número de mortes ao maior desastre no município ligado às intempéries.
Segundo dados da Defesa Civil, em 1988, outra grande tempestade na região ocasionou a morte de 171 vítimas, também destruindo parcialmente a Cidade Imperial. Ante destruições que Petrópolis sofreu em resultado das chuvas torrenciais, surgem iniciativas para sua reconstrução, publicou a Sputnik.
O deputado e pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, propôs um projeto de lei que direcionaria o imposto laudêmio a um fundo, usado para ajudar na reconstrução da cidade. Porém, o atual governador do Rio, Cláudio Castro, criticou a iniciativa chamando Freixo de “oportunista”.
Paralelamente à tragédia humana, que a cada dia ganha dimensão mais dramática, Petrópolis perdeu cerca de 2% do PIB em consequência das chuvas que devastaram a cidade na semana passada. Segundo pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o prejuízo é de R$ 665 milhões, considerando apenas o dano direto a empresas, segundo informou o site do Extra.
De acordo com o levantamento, o temporal impactou 65% das empresas do município. Cerca de 85% ainda não tiveram atividades restabelecidas. A expectativa é que os empresários levem em média 13 dias para retomar totalmente as atividades. Mas um em cada três prejudicados não sabe dizer quando isso será possível.
