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Europa aprova sanções e Rússia amplia forças militares

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Vladimir Putin num salão do Klemlin em conferência com a Imprensa/The Moscow Times

A decisão contra os russos foi tomada em uma reunião dos ministros do Exterior dos 27 países do bloco

Os Estados-membros da União Europeia (UE) aprovaram nesta terça-feira (22) por unanimidade a imposição de sanções contra a Rússia, após o presidente Vladimir Putin reconhecer oficialmente as autoproclamadas “repúblicas populares” de Lugansk e Donetsk no leste da Ucrânia.



A decisão foi tomada em uma reunião em Paris dos ministros do Exterior dos 27 países do bloco. O chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, disse que as sanções “vão ferir a Rússia, e muito”.

A proposta, elaborada inicialmente pela Comissão Europeia, não se limita a proibições de trânsito e congelamento de bens, mas prevê também a proibição da negociação de títulos do governo da Russa, o que dificulta o refinanciamento do Estado russo.



As sanções atingem centenas de indivíduos e empresas. Entre os alvos estão cerca de 350 membros do Parlamento russo que votaram a favor do reconhecimento, por Moscou, das “repúblicas populares” de Lugansk e Donetsk, além de 27 indivíduos e entidades que ameaçam a integridade territorial e a soberania da Ucrânia, explicou Borrell.

Entres as pessoas punidas com as sanções estão figuras centrais dos setores dos negócios, da mídia e da política. Vladimir Putin não está incluído na lista de sanções, o que permite às autoridades europeias imporem medidas ainda mais rígidas, caso necessário.



Permissão para atacar

O Parlamento russo concedeu nesta terça-feira (22) ao presidente Vladimir Putin a permissão para enviar forças militares para cumprir “missões de paz” em Donetsk e Lugansk, as duas “repúblicas” separatistas no leste da Ucrânia, formalmente reconhecidas pelo líder russo no dia anterior.

A votação dá luz verde à mobilização das Forças Armadas para as duas regiões. Ao todo, Moscou já enviou mais de 150 mil soldados para a fronteira com a Ucrânia. Iniciado há oito anos, o conflito entre separatistas e forças de defesa ucranianas já fez mais de 14 mil vítimas.



A decisão do Conselho da Federação, a câmara alta do Parlamento russo, deve acirrar ainda mais as tensões entre Moscou e o Ocidente. As ações de Putin em relação à Ucrânia geraram uma enxurrada de críticas internacionais e destravaram novas sanções contra a Rússia.

Segundo parlamentares, a permissão para o envio de tropas ao exterior passa a valer imediatamente: “Ao aprovarmos o emprego das Forças Armadas no exterior, presumimos que elas serão forças de paz, voltadas para a manutenção da paz e estabilidade nas [autoproclamadas] repúblicas”, afirmou a líder do Conselho da Federação, Valentina Matvienko.


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