Na Suécia, a maioria da população mudou de ideia e apoia integração à Otan
O ataque de tropas russas contra a usina nuclear de Zaporíjia, no sul da Ucrânia, gerou uma onda de indignação entre líderes europeus. O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, classificou o ocorrido como “um ataque contra todos”.
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A primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, disse que “atacar instalações nucleares é um ato criminoso para aterrorizar o público’.’ O ministro do Exterior da Letônia, Edgars Rinkevics, chamou a bombardeio de “insano”.
A ministra do Exterior da Alemanha, Annalena Baerbock, acusou o Kremlin de atacar sua vizinha Ucrânia “com brutalidade, provocando destruição arbitrária, sitiando cidades inteiras e tentando esmagar a população civil”.
Os suecos mudaram de ideia
Pela primeira vez, a maioria dos suecos é a favor da adesão à Otan, uma mudança de opinião que parece ser provocada pela invasão russa da Ucrânia, de acordo com uma sondagem divulgada nesta sexta-feira (04).
No período de um mês, o número de adeptos da adesão à aliança subiu nove pontos percentuais, atingindo um máximo histórico de 51%, enquanto os que se opõem diminuíram para 27%, uma queda de dez pontos, segundo a pesquisa do instituto Demoskop.
Na Suécia, a opinião pública sempre foi desfavorável à adesão à Otan até à anexação da península ucraniana da Crimeia pela Rússia em 2014. Desde então, tem havido uma paridade entre os que defendem e os que se opõem à entrada na Otan, informou a DW.
