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Empresas do Centro-Oeste estão mais otimistas

Microempresa varejo DF Misto Brasília

Empresários da pequena empresa precisam de apoio para manter e ampliar seus negócios/Arquivo/Sebrae

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Pesquisa divulgada hoje revela que metade dos empreendimentos pesquisados acredita na estabilidade

Mais da metade (52%) das empresas da região Centro-Oeste acreditam na estabilidade do Produto Interno Bruto em 2022. Outras 26% apostam em uma variação de 0,5% para mais de 2% e 22% na queda.

Os dados constam da pesquisa “Agenda”, da Deloitte, realizada com 491 empresas, que representa 5% da força econômica da região e divulgada hoje (17). Essas empresas apresentaram no ano passado receitas líquidas de R$ 2,9 trilhões.



No que se refere ao estímulo à atividade econômica, foram apontadas geração de empregos (92%), inflação abaixo dos 5% (69%), infraestrutura e logística (62%) e revisão da política de juros (31%).

O levantamento revela que as empresas seguem o foco em tecnologias digitais e infraestrutura como prioridade de investimentos em 2022; 82% investirão no lançamento de novos produtos ou serviços, 77% na ampliação de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e 59% na aquisição de máquinas/equipamentos.



Tecnologias e emprego

Como um dos investimentos prioritários para as empresas do Centro-Oeste, destaca-se o treinamento e formação de profissionais (77%), ocupando a segunda posição em ordem de prioridade. O aumento de contratações foi apontado por 31% dos respondentes, 50% afirmaram que vão manter o quadro de funcionários com substituições, 6% sem realizar substituições e 13% pretendem diminuir o quadro.

“Existe uma grande necessidade em mão de obra qualificada e prova disso é o destaque da pesquisa quanto ao investimento em treinamento e formação de profissionais e a expectativa, por parte dos empresários locais, da geração de emprego como prioridade do governo em 2022″, comenta o líder da região Centro-Oeste da Deloitte, Luiz Oseliero.



No campo do empreendedorismo, o incentivo à transformação digital (85%), a ampliação do apoio às micro e pequenas empresas (69%), a ampliação da oferta de crédito às empresas (46%) e a melhora e ampliação das Parcerias Público-Privadas (PPPs), com 39%.

Sobre a proposta de reforma tributária em tramitação no Congresso Nacional, a maioria concorda parcialmente (46%), enquanto 23% concordam totalmente, 31% desconhecem e nenhum respondente discorda.

“Mesmo com incertezas no ambiente de negócios, as organizações continuarão investindo em transformação digital, capacitação profissional e melhoria contínua de suas operações. Somente assim elas vão se manter competitivas em um contexto de mudanças tão relevantes como o atual”afirmou o  sócio-líder de Market Development da Deloitte, João Gumiero.


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