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Dória: “Sim, serei candidato à Presidência pelo PSDB”

João Dória SP Misto Brasília

João Dória durante discurso da renúncia ao governo de São Paulo/Reprodução vídeo

Durante discurso de despedida do governo de São Paulo, disse que vai vencer a adversidade

Depois de acordar os aliados em sobressaltos, o governador do estado de São Paulo, João Dória (PSDB), manteve sua pré-candidatura à Presidência da República. Pela manhã, a notícia que correu foi de que ele desistiria da corrida presidencial depois de brigar com uma parte dos tucanos nos últimos dias. Ele deixa oficialmente o governo de São Paulo no sábado (02).



Na tarde desta quinta-feira veio o alívio durante uma solenidade do quarto Seminário Municipalista, quando a maioria dos prefeitos de São Paulo esteve presente. Um vídeo mostrou as realizações do governo e no discurso, fez uma longa avaliação da sua administração.

Dória enfatizou o combate à pandemia e aos investimentos em tecnologia. Disse também que São Paulo gerou 35% dos empregos de todo o Brasil, e que apesar da Covid-19, os investimentos do estado foram quatro vezes maiores que o governo brasileiro.

Disse que trabalhou de graça três anos e três meses (abriu mão do salário), lembrou que começou a trabalhar cedo, com 13 anos de idade como office-boy.



Sem citar nome, Dória criticou o governo de Jair Bolsonaro. “Em vez do conflito, nós respeitamos os parceiros”. Adiante, disse que é “hora de enfrentarmos numa frente ampla para o Brasil e para os brasileiros”.

Sobre a polarização da campanha à presidência, disse que “nós estamos na disputa de rejeitados. É hora de ser a favor do Brasil”.

Comentou também que e preciso criar uma nova alternativa “de paz, de trabalho, humildade e de integração do Brasil. Distante do populismo”.



Mudou de ideia

De acordo com a mídia, partidos aliados ao PSDB em São Paulo foram determinantes na decisão de João Doria de entregar o cargo ao vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB), afirmam interlocutores do governador do estado.

A maior pressão veio do presidente da Câmara Municipal da capital paulista, Milton Leite (União Brasil). O MDB, do prefeito Ricardo Nunes, também participou das articulações.



Eles afirmaram a Doria que o “campo azul” (adversários da centro-esquerda) no estado de São Paulo seria desmantelado sem a candidatura de Garcia (PSDB) ao Palácio dos Bandeirantes. Segundo esse grupo, representado por Leite e Nunes, haveria uma debandada de apoios da centro-direita em direção à candidatura de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) ao governo. Também argumentaram que as candidaturas desse grupo aos Legislativos neste ano sofreriam forte abalo, divulgou o Uol.

Diante dessa pressão, Doria aceitou recuar, deixar o cargo para Garcia e manter a candidatura presidencial.


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