Parlamentares estudam pediu investigação contra Eduardo Bolsonaro por quebra de decoro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da República, usou o Twitter para ironizar agressões sofridas pela jornalista Míriam Leitão, do jornal O Globo, na época da ditadura militar. Míriam foi presa e torturada por agentes da repressão enquanto grávida durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985).
Em uma das sessões de tortura, foi colocada nua em um quarto escuro com uma cobra. Comentando a última coluna da jornalista em que ela classificou Jair Bolsonaro como “inimigo da democracia“, o parlamentar escreveu no Twitter “Ainda com pena da cobra”, utilizando um emoji para fazer referência ao animal.
Nas redes sociais, colegas e políticos manifestaram solidariedade à jornalista, entre eles os deputados Paulo Pimenta, Fernanda Melchionna e a apresentadora Vera Magalhães. Hoje pela manhã, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), sugeriu que é possível que na Câmara dos Deputados seja solicitado uma investigação contra Eduardo Bolsonaro por quebra de decoro parlamentar e proselitismo à ditadura.
