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Pesquisas mostram que Bolsonaro é um candidato forte

Jair Bolsonaro presidente do Brasil Misto Brasília

Ex-presidente Bolsonaro está sendo investigado pela Polícia Federal/Arquivo/Divulgação

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Há um problema da alta rejeição do presidente, que pode não ser superado

A recuperação da popularidade do presidente Jair Bolsonaro (PL), registrada em pesquisas de opinião recentes, trouxe novos ingredientes para os prognósticos da eleição presidencial de outubro. Após atingir seu patamar mais baixo em novembro de 2021, quando chegou a 19%, a taxa de aprovação do seu governo subiu para 22% em fevereiro e, em março, atingiu o patamar de 24%.



A tendência revelada inicialmente pela pesquisa Genial/Quaest foi observada também no levantamento mais recente do Datafolha, que confirmou também um aumento na intenção de voto em Bolsonaro. Os dados mostram uma sobrevida do candidato do PL na disputa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que continua líder das pesquisas com ampla vantagem.

Para a cientista política Carolina Botelho, os dados mostram que Bolsonaro é um candidato forte. Em entrevista à DW Brasil, ela, porém, ressalta que o presidente não deverá ser capaz de superar a barreira da alta rejeição indicada nas pesquisas. Segundo o Datafolha, 55% dos eleitores não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum. O percentual dos que rejeitam Lula é de 37%.



Todavia, a recuperação na popularidade sinaliza que o presidente pode ampliar sua base de apoio pelo uso da máquina pública, na avaliação da pesquisadora do Doxa – Laboratório de Estudos Eleitorais, de Comunicação Política e de Opinião Pública do IESP/UERJ.

“Eu diria que ele (Bolsonaro) ainda está muito no páreo, não é um cara derrotado. Nesses últimos meses, a gente percebeu que o poder da caneta dele é bastante forte. Por maiores que sejam as tragédias provocadas no Brasil por sua incapacidade administrativa, para falar o mínimo, ele manteve um grupo muito coeso e estável até então”, analisa Botelho.

“Os fatores de ordem prática, de sobrevivência das pessoas, vão se sobrepor à pauta moral, anticorrupção, lavajatista, que foi a mais importante em 2018”, afirma. “Hoje, ela ainda é forte, mas não é capaz de vencer a eleição sozinha”.


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