Projeto foi elaborado em conjunto por militantes da cultura popular e do esporte no Distrito Federal
O Grêmio Recreativo Carnavalesco Cacique do Cruzeiro lança no próximo dia 21, durante uma feijoada, na Associação Recreativa Cultural do Cruzeiro (Aruc), o portal “Memória da Cultura e do Esporte de Brasília“. Será apresentado o acervo digital reunido para resguardar a trajetória de personagens e de momentos na capital dos brasileiros.
O acervo do portal é composto por matérias de cobertura da imprensa, entrevistas, livros, legislações referentes à cultura e ao esporte, fotos e vídeos. Para contar a história da Cultura em Brasília, foram entrevistadas diversas personalidades como o cineasta Vladimir Carvalho, os músicos Reco do Bandolim, Rênio Quintas, a cantora Dhi Ribeiro, o jornalista cultural Irlam Rocha, o repórter-fotográfico Orlando Brito, que faleceu no início do ano, entre outros.
O portal reúne depoimentos de atletas, gestores e treinadores de diversas modalidades esportivas, como Célia Rejane, Lana Miranda, Rubens Cavalcante, Francisco Xavier, o jogador Jonas Foca, entre diversas outras personalidades.
“Hoje, muito do que temos sobre a memória da cultura e do esporte no DF se encontra espalhado em iniciativas pessoais, que podem acabar perdidas no tempo e que restringem o acesso a momentos memoráveis, que marcaram não só o DF, mas também o Brasil e o mundo”, comenta Hélio Tremendani, um dos idealizadores do projeto e curador do acervo.
Hélio foi presidente da Aruc. Hoje, preside a Liga das Escolas de Samba Tradicionais. Ele e Francisco Xavier de Oliveira são velhos guardiões da história local. Francisco é presidente da Federação de Atletismo do DF e acompanha ativamente, desde a década de 60, o desenvolvimento do esporte local.
“Inúmeras realizações de nossos atletas reverberaram em todo o mundo, como a conquista da única Medalha de Ouro Olímpica do Atletismo Brasileiro em prova de pista, por Joaquim Cruz, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, e a conquista das medalhas olímpicas por Leila Barros, a Leila do vôlei, nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, e Sidney, em 2000, dentre outros tantos feitos de atletas e técnicos brasilienses, que nos orgulham”, lembra Francisco de Oliveira.
