Foi possível constatar alterações cognitivas importantes, esperadas em idosos com demência
Um estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apontou que a Covid-19 pode deixar sequelas no déficit cognitivo, sobretudo relacionados à capacidade visuoconstrutiva (orientação no espaço e habilidade para desenhar), em pessoas que tiveram a forma leve da doença.
O estudo foi conduzido pela Faculdade de Medicina da UFMG, coordenado pelo professor Marco Romano-Silva, chefe do Departamento de Saúde Mental da faculdade. Segundo ele, foi possível constatar alterações cognitivas importantes, esperadas em idosos com demência ou que sofreram traumas graves na cabeça, por exemplo.
Dos cerca de 200 participantes, que tinham idade média de 38 anos, um quarto apresentou déficits cognitivos nos primeiros meses após a infecção. “Temos, em nossa amostra, jovens com sintomas cognitivos importantes e não esperados para a idade, já quatro a seis meses após a infecção pelo coronavírus”, disse o coordenador do estudo em entrevista concedida ao site da UFMG.
O estudo teve início em agosto de 2020, então, não havia vacina disponível como agora. A pesquisa continuará, mas essa etapa, com os resultados encontrados até agora, será publicada em artigo na Molecular Psychiatry, periódico do grupo Nature.
Os casos nas últimas 24 horas
O Brasil registrou, nas últimas 24 horas, mais 40.633 casos de Covid-19. No mesmo intervalo de tempo, foram notificadas mais 139 mortes em decorrência do vírus, segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Ministério da Saúde, com base em dados enviados pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde.
O número total de casos confirmados da doença, desde o início da pandemia, é de 30.921.145, e o de óbitos, de 666,319. Ainda segundo o boletim, 29.939.873 pessoas se recuperaram da doença e há 314.953 pessoas infectadas em acompanhamento. O boletim ainda informa que há 3.265 óbitos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em investigação, informou a Agência Brasil.
