Dois desistiram a 15 dias do pleito, que será realizado neste domingo com observadores internacionais
O primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia será neste domingo (29). O segundo turno está previsto para o dia 29 de junho. No exterior, a votação começou na segunda-feira (23), e podem participar todos os cidadãos que tiverem seu documento de identidade registrado.
Bogotá, a capital, está sob lei seca que passa a vigorar hoje e se estenderá até segunda-feira. O voto é impresso e facultativo.
A Organizações das Nações Unidas emitiu um boletim quando espera que as eleições de domingo sejam “eleições presidenciais nas quais sejam garantidos os direitos políticos dos cidadãos e seus representantes, os princípios de transparência, prestação de contas e estado de direito”.
A Prefeita de Bogotá, Claudia López, e o Secretário Distrital de Governo, Felipe Jiménez Ángel, deram as boas-vindas às 13 missões internacionais que acompanharão o dia das eleições no domingo. No total são 160 observadores internacionais que serão divididos em equipas territoriais e visitarão as localidades para acompanhar o funcionamento do sistema eleitoral e de segurança. Haverá também 325 observadores locais.
Restam seis candidaturas inscritas, após dois postulantes, Luis Pérez (Colômbia Pensa) e Ingrid Betancourt (Partido Verde Oxigênio), abandonarem a corrida eleitoral quando faltavam 15 dias para o pleito.
Quem são os candidatos
Pelo campo progressista, Pacto Histórico, de Gustavo Petroe Francia Márquez, lidera com cerca de 40 a 41% das intenções de voto.
Pela direita, duas alianças disputam uma vaga num possível segundo turno: a Equipe pela Colômbia, com Federico Gutiérrez e Rodrigo Lara, que possuem em torno de 27 a 30% da preferência, seguidos da coalizão Liga de Governantes Anticorrupção, com Rodolfo Hernández e Marelen Castillo, com cerca de 20%.
Petro e Francia também aparecem como vencedores num eventual segundo turno com cerca de 45% das intenções de voto contra 41 e 42% dos oponentes de direita.
Embora não esteja claro quem será o sucessor do presidente da Colômbia, Iván Duque, e se ele será eleito em primeiro ou segundo turno, a verdade é que em todo esse tempo os candidatos tiveram que prestar contas de suas campanhas desde o início, registrou o El Espectador.
Ainda não é possível dizer quem é o candidato que mais gastou. Como a Transparência para a Colômbia chamou a atenção, é curioso que a campanha que mais gastou, a de Federico Gutiérrez, tenha investido pouco mais de US$ 8 milhões. Na ausência de uma semana para o processo eleitoral, o número é impressionante porque o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) permitiu um teto de pouco mais de US$ 27 bilhões.
